COMO CULTIVAR E MANTER O OTIMISMO DO PÓS-MILENISMO NUM MUNDO EM CONFUSÃO
Manter e cultivar o otimismo histórico do pós-milenismo em um mundo imerso em confusão geopolítica, moral e social não é uma questão de otimismo cego, ingênuo ou de ufanismo humanista.
ESCATOLOGIA
Raniere Menezes
10/6/202613 min read


COMO CULTIVAR E MANTER O OTIMISMO DO PÓS-MILENISMO NUM MUNDO EM CONFUSÃO
Fé para vencer o "já" e fortalecer a esperança do "ainda não"
Manter e cultivar o otimismo histórico do pós-milenismo em um mundo imerso em confusão geopolítica, moral e social não é uma questão de otimismo cego, ingênuo ou de ufanismo humanista. Também não é um truque psicológico, uma técnica de pensamento positivo ou um exercício de resiliência emocional. É uma questão de fé, e de fé em Cristo.
Abra qualquer portal de notícias, em qualquer manhã. O que vira manchete são os fatos de alto impacto e de interesse coletivo: tragédias, urgências, escândalos, grandes decisões na política e na economia. Violência urbana, operações policiais, acidentes graves, catástrofes naturais. Disputas de poder, corrupção, votações no Congresso, decisões do Supremo, a corrida eleitoral. Inflação, dólar, combustíveis, juros, desemprego, o custo de vida apertando o bolso. Surtos de doenças, alertas de saúde. E, entre um desastre e outro, a polêmica da celebridade da vez, o reality show, o lançamento que todo mundo comenta.
Esse é o cardápio diário. A mídia secular e a indústria do entretenimento lucram vendendo a narrativa de que o mundo está prestes a colapsar, porque medo e indignação geram atenção, e atenção gera dinheiro. O cristão que se alimenta apenas dessa dieta acaba, quase sem perceber, discipulado por ela.
Diante disso, circunstancialmente falando, é quase impossível ser positivo e otimista. Se eu olhar apenas para as manchetes, concluirei que o mal é mais forte que o bem. Concluirei que fazer o bem não faz muito sentido, porque a água suja sempre volta, e o esforço de um parece apenas gotas num oceano.
Jeremias expressou uma crise de frustração com o seu chamado. (Jeremias 20:7-9). Seu ministério só lhe trazia zombaria e insultos o dia todo. Ele chega a dizer: "Não me lembrarei dele [de Deus], e não falarei mais no seu nome". Ou seja, ele pensou em desistir do seu ministério. Mas a palavra de Deus era como um fogo ardente fechado nos seus ossos, e ele não conseguia contê-la, voltando a ser fiel logo em seguida.
O povo de Israel reclamou que não valia a pena ser fiel a Deus no livro do profeta Malaquias 3:14: "Vós dizeis: Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos?". O desânimo pode bater como aconteceu com Elias e Asafe. E a correção é enxergar além das circunstâncias com fé. Ver com os olhos da fé.
Ver com os olhos da fé, além do circunstancial, significa fundamentar a mente e a percepção da realidade estritamente na Palavra de Deus (a Revelação escrita), recusando-se a ser governado, definido ou limitado pelas sensações físicas, sentimentos, sintomas ou circunstâncias visíveis. — "andar por fé e não por vista" (2 Coríntios 5:7), rejeitando o empirismo e a ditadura dos sentidos como critérios supremos de verdade.
Mas o pós-milenismo não funciona por vista. O pós-milenismo não opera pelo racionalismo nem pelo empirismo. Ele opera pela fé. E a história, diferentemente do que o noticiário sugere, não é governada pelo Fórum de Davos, por elites globalistas ou por conspirações humanas, mas pelos decretos do Rei dos reis.
Deus declarou no texto bíblico é a verdade absoluta, enquanto a circunstância presente é temporária e passível de ser alterada pelo poder de Deus.
O homem da fé examina a Palavra de Deus e, ao ver que a promessa bíblica garante salvação, cura, provisão e vitória, declara: "Esta circunstância contradiz o que Deus prometeu na Sua aliança; portanto, eu me recuso a aceitá-la como a vontade de Deus e vou confrontá-la e destruí-la em Nome de Jesus".
Abraão (Romanos 4:19–21). Abraão estava ciente da sua condição física e do corpo amortecido de Sara (ele levou em conta os fatos materiais), mas não duvidou por incredulidade da promessa de Deus. Ele não aceitou a esterilidade natural como "providência imutável", mas olhou para a promessa e deu glória a Deus antes mesmo da manifestação física.
O Servo de Eliseu em Dotã (2 Reis 6:15–17). Ao ver a cidade cercada pelo exército inimigo com cavalos e carros de guerra, o servo apavorou-se diante do circunstancial. Eliseu orou: "Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja"*. Quando os olhos espirituais do rapaz foram abertos, ele viu que a montanha estava cheia de cavalos e carros de fogo ao redor do profeta. A realidade espiritual e vitoriosa já existia, mas era invisível aos olhos naturais.
Fé Bíblica vs. "Pensamento Positivo" Secular
Ver além do circunstancial não é psicologia de autoajuda ou otimismo humano. O pensamento positivo secular tenta projetar desejos humanos sem uma fonte real ou autoridade divina, criando uma ilusão frágil. A fé bíblica, por outro lado, é o assentimento voluntário e racional à promessa infalível do Deus Todo-Poderoso. Ela não é um sentimento subjetivo, mas uma qualidade de pensamento alinhada à Mente de Cristo.
1. O PRIMEIRO ARGUMENTO É HISTÓRICO: UMA DÚZIA DE HOMENS
Como uma dúzia de homens comuns, na terra seca da Judeia, levaram uma mensagem que chegou aos lugares mais distantes da terra?
Eles não tinham dinheiro, nem influência política, nem exército, nem imprensa, nem prestígio acadêmico. Eram pescadores, um cobrador de impostos, homens sem importância para o Império que dominava o mundo. Um deles havia negado o Mestre três vezes. Os demais fugiram quando Ele foi preso. E, mesmo assim, em poucas gerações, o evangelho já estava em Roma, atravessando fronteiras, línguas e culturas, e o próprio Império que perseguia a Igreja acabou se curvando ao nome que tentou apagar.
Se eu avaliasse aquele cenário com olhos empiristas, eu teria apostado contra eles. E teria perdido. A história cristã é, desde o princípio, a história de uma vitória improvável aos olhos humanos e inevitável aos olhos de Deus.
2. COMO SER OTIMISTA QUANDO O MAL PARECE VENCER?
Não é uma pergunta fácil. Ela é a pergunta de todo cristão sincero em algum momento da vida. O mal parece mais forte que o bem. Parece que fazer o bem não faz sentido. A injustiça prospera, a mentira viraliza, a verdade é ridicularizada.
E aqui os sistemas escatológicos mais populares dão suas respostas, que revelam muito sobre o que eles realmente pensam do mundo.
O dispensacionalismo coloca seu otimismo na defensiva, esperando um arrebatamento secreto que tire a Igreja do campo de batalha antes que a situação piore ainda mais. O amilenismo coloca sua esperança no juízo final e na consumação da história, de modo que, até lá, a expectativa é de que o mundo seja, no máximo, administrado, mas nunca vencido. Ambos olham para os males do mundo, concordam que eles tendem a crescer, e vivem num pessimismo defensivo. A diferença está apenas no ponto de onde esperam ser resgatados. — O dispensacionalismo espera desembarcar na penúltima estação do trem da história, e o amilenismo na última estação.
O resultado prático é uma Igreja que se acostuma com a derrota, que trata a cultura como território perdido e a evangelização como operação de resgate de náufragos num navio que está afundando. Isso é muito diferente do que a Escritura promete.
3. A BÍBLIA PROMETE ALEGRIA EM ABUNDÂNCIA. MAS COMO?
A Bíblia fala de alegria em abundância. Jesus diz aos seus discípulos que não andem ansiosos. Ele diz que no mundo teremos aflições, mas que devemos ter bom ânimo, porque Ele venceu o mundo. Como isso é possível, num mundo em que as aflições são reais e diárias?
Antes de responder, preciso eliminar uma resposta falsa.
A escatologia e a fé não devem ser tratadas como "olhe para o lado positivo das coisas". Não é isso. Isso é positividade ilusória, a estratégia de quem fecha os olhos, repete uma frase motivacional e chama de esperança o que é apenas anestesia. A fé cristã não precisa mentir sobre a realidade para ser fé. Ela olha para o câncer, para o túmulo, para a corrupção e para o fracasso, e os chama pelo nome, porém com esperança de vencer.
4. O ABSURDO DE SÍSIFO E O "OTIMISMO TRÁGICO"
É absurdo ser otimista e, ao mesmo tempo, enxergar o mundo como o mito de Sísifo: um homem condenado a rolar uma pedra montanha acima para sempre, e a observar a pedra descer para sempre.
Esse absurdo ganhou uma narrativa filosófica em Albert Camus, que, em outras palavras, diz que esse homem pode ser feliz. Porque a pedra é dele, o trabalho lhe pertence. Uma felicidade que nasce de aceitar o absurdo, de dizer sim à vida apesar da dor.
Alguém pode chamar isso de otimismo trágico. É poético. É até comovente em certo sentido. Mas, no fundo, é uma ilusão estranha, a de um falso vencedor. Um homem que perdeu a guerra e decidiu fingir que gosta da derrota. Dizer "sim" a um sofrimento sem sentido, sem propósito e sem fim é, convenhamos, um tanto masoquista.
O cristianismo não oferece esse consolo ilusório. E nem precisa, porque a pedra de Sísifo não existe na cosmovisão bíblica. A história não é um ciclo vazio. Ela tem Autor, enredo e desfecho. O esforço do cristão não é um trabalho inútil repetido eternamente, mas "o vosso trabalho não é vão no Senhor" (1 Coríntios 15:58).
5. O CRISTÃO NÃO NEGA A DOR
Tampouco o pós-milenismo ensina que a dor, a culpa e a morte deixarão de existir conforme a lente do observador. Não é uma questão de fingir que elas não estão presentes. Não é simplesmente tentar achar o lado positivo dessas coisas. E não é uma questão de habilidade mental, como se o otimista fosse alguém com mais talento para pensar.
Jesus chorou com a morte de seu amigo. O Senhor da vida, que sabia que em minutos ressuscitaria Lázaro, chorou diante do túmulo. Jesus lamentou a incredulidade de sua geração. Ele não era um estoico. Não reprimia emoções nem fingia que o sofrimento era ilusão.
O que o diferencia é que o seu choro nunca foi desespero. Ele chorava como Rei Santo que sabe como a história termina, ele chorou como um lamento dos efeitos do pecado. A fé responde a isso, não o estoicismo, mas a fé.
FÉ PARA VENCER O "JÁ" E FORTALECER A ESPERANÇA DO "AINDA NÃO"
A afirmação da fé para vencer o "já" e o fortalecimento da esperança no "ainda não" sintetiza a essência da escatologia bíblica e vitoriosa. Os sistemas derrotistas contemporâneos, como o dispensacionalismo tribulacionista e o amilenismo pessimista, mutilam a visão do Reino ao adiar o domínio de Cristo ou ao entregar a história ao fracasso. O hiper-preterismo, por sua vez, incorre também em heresia ao cancelar a consumação futura. A ortodoxia pós-milenista mantém intacta a gloriosa tensão e continuidade entre a vitória presente de Cristo e o seu triunfo consumado.
A) A FÉ PARA VENCER O "JÁ": O REINO INAUGURADO, PRESENTE E EM EXPANSÃO
A fé para vencer o "já" decorre de entender que o Reino de Deus não é uma promessa adiada para um parêntese futuro, nem uma ilusão espiritual sem eficácia terrena. Ele foi inaugurado decisivamente na primeira vinda de Cristo, mediante a sua morte, ressurreição e ascensão gloriosa ao trono celestial.
Há uma cena em João 11 que ilustra isso perfeitamente. Quando Jesus disse que Lázaro ressuscitaria, Marta respondeu com a desculpa do "ainda não": "Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia". Era uma resposta correta e, ao mesmo tempo, uma resposta que adiava o poder de Deus para um futuro distante. E Jesus corrige essa teologia do adiamento afirmando a sua presença e o seu poder no presente: "Eu sou a ressurreição e a vida... Se creres, verás a glória de Deus".
Para Cristo, a fé não projeta a intervenção de Deus apenas para a consumação futura. Ela opera no tempo presente.
Redenção consumada. Vencer o "já" significa reconhecer que Jesus Cristo já realizou a obra redentora completa na cruz. Ele já foi feito pecado por nós para que já nos tornássemos justiça de Deus. Ele já tomou sobre si as nossas enfermidades para que já fôssemos curados (Isaías 53:4-5; Mateus 8:17). A cruz não foi um esboço de redenção a ser concluído depois; foi a obra acabada.
Os poderes da era vindoura. A Bíblia ensina que as manifestações do Espírito Santo, os milagres, as curas e os dons são o penhor e a degustação dos "poderes da era vindoura" (Hebreus 6:5). O que o cessacionismo declara encerrado é, na verdade, a primeira prestação de uma herança que será paga por inteiro.
E aqui está uma conexão que muita gente não entende. Em vez de anular a esperança futura, experimentar a intervenção milagrosa de Deus no cotidiano valida e fortalece a expectativa do "ainda não". Se o crente testemunha o poder de Deus curando, transformando circunstâncias e respondendo orações no "já", a sua esperança na ressurreição final e na herança eterna deixa de ser um bordão teórico e se torna uma convicção viva e inabalável. Quem já provou o antegosto não duvida do banquete.
B) A ESPERANÇA DO "AINDA NÃO": TRÊS PILARES PARA CULTIVÁ-LA
Como cultivar essa esperança de forma prática, em meio ao caos do mundo? Três pilares sustentam o otimismo pós-milenista.
PILAR 1. DESENVOLVER UMA VISÃO MACRO-HISTÓRICA DE LONGO PRAZO
Muitos cristãos caem no desespero porque analisam a história com olhar micro-histórico, imediatista, avaliando o progresso do Reino apenas pelos últimos anos, pela última eleição ou pela situação da própria cidade. É como julgar o crescimento de uma árvore olhando para ela por cinco minutos.
Jesus ensinou o contrário. O Reino é como um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, que se torna a maior das hortaliças. É como o fermento que uma mulher mistura em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado (Mateus 13:31-33). Nenhuma das duas parábolas descreve um processo espetacular em curto prazo. Ambas descrevem crescimento silencioso, gradual e inevitável. Quem olha para a massa nas primeiras horas não vê nada. Quem olha na escala de séculos vê o fermento ter feito o seu trabalho.
Para a verdadeira escatologia da vitória, a esperança não se baseia numa suposta "evolução natural do homem". Esse é o ufanismo humanista que rejeitamos desde o início. Ela se baseia na soberania absoluta de Deus, no poder invencível do evangelho e na autoridade presente de Jesus Cristo sobre toda a criação.
PILAR 2. FUNDAMENTAR A ESPERANÇA NA CRISTOLOGIA E NO GOVERNO PRESENTE DE CRISTO
A escatologia bíblica deve ser, em essência, uma extensão da cristologia. A razão pela qual temos certeza do triunfo histórico do evangelho é o fato indiscutível de que Jesus Cristo já ressuscitou e já reina.
Ele não aguarda um milênio político futuro para começar a governar. Ao ressuscitar e ascender aos céus, Ele recebeu "toda a autoridade no céu e na terra" (Mateus 28:18). Ele é o "Soberano dos reis da terra" (Apocalipse 1:5) e está assentado à direita de Deus Pai, de onde reina até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés (1 Coríntios 15:25).
Observe a ordem: a autoridade vem primeiro; a ordem de ir vem depois. "Toda a autoridade me foi dada... Portanto, ide" (Mateus 28:18-19). A Igreja não sai para conquistar uma autoridade que ainda não existe. Ela sai em nome de um Rei que já está no trono. Isso muda completamente o ânimo de quem evangeliza, ora e trabalha. Essa confiança na presença e autoridade de Cristo deve eliminar todo pessimismo.
PILAR 3. RECONHECER QUE ESTAMOS EM GUERRA, DO LADO VENCEDOR
O pós-milenismo não promete uma vida sem lutas, tribulações ou perseguições locais. Todos os exércitos que entram em combate sofrem baixas e passam por momentos difíceis. A diferença é que nós estamos do lado vencedor da história. Não negamos o sofrimento; negamos que a Igreja será derrotada antes do retorno de Cristo.
Por isso, a Grande Comissão é um mandato de sucesso. Jesus não enviou a Igreja para "tentar" dar um testemunho marginal e simbólico, mas para discipular todas as nações (Mateus 28:19). Ordem de Rei não é sugestão, e Ele não dá ordens que não pretenda ver cumpridas. A pedra de Daniel 2 já atingiu a estátua dos impérios humanos e continua a crescer até se tornar uma montanha que enche toda a terra (Daniel 2:34-35).
E essa guerra não se trava com pessimismo defensivo, mas com avanço: oração, pregação, obras de misericórdia, famílias fiéis, igrejas saudáveis, cultura redimida, trabalho bem feito. Cada ato de obediência é um tijolo na obra que Cristo já garantiu que será concluída.
6. O QUE FAZER NA PRÁTICA, DIA APÓS DIA
Se o otimismo pós-milenista é fruto da fé, como alimentá-la? Algumas disciplinas simples.
Primeiro, discipline o consumo de notícias. Informar-se bem é importante; ser pastoreado pelo noticiário é erro. Quem passa mais tempo no feed do que na Palavra acabará pensando que o feed é a realidade mais profunda.
Segundo, leia a história da Igreja. Ela está cheia de períodos que pareciam o fim, e que Deus usou para preparar o próximo avanço. A história é a melhor aliada da fé, porque nos lembra de quantas vezes as portas do inferno tentaram prevalecer.
Terceiro, ore e peça ao Espírito Santo que dê experiências concretas do "já". Peça cura, peça provisão, peça respostas, e testemunhe quando elas vierem. Cada testemunho é uma prova viva de que o Reino não é uma teoria.
Quarto, trabalhe. Plante, construa, escreva, ensine, crie filhos, abra empresas, faça arte. O otimista pós-milenista não é um espectador à espera de resultados; é um colaborador de um projeto cujo resultado já foi decretado.
CONCLUSÃO
A "fé para vencer o já" recusa o derrotismo religioso e toma posse, hoje, de tudo o que Cristo comprou na cruz: salvação, cura, provisão e autoridade espiritual. Ao mesmo tempo, essa vivência vitoriosa do evangelho no presente fortalece a esperança do "ainda não", funcionando como antegosto do triunfo definitivo de Cristo, na ressurreição e no Reino eterno.
Não somos otimistas porque o mundo vai bem. Não somos otimistas porque somos temperamentalmente alegres, nem porque aprendemos a olhar o lado bom das coisas, nem porque decidimos, como Sísifo de Camus, amar a pedra. Somos otimistas porque o Rei ressuscitou, porque o Rei reina, e porque o Rei prometeu que o conhecimento da glória do Senhor encherá a terra como as águas cobrem o mar (Habacuque 2:14).
Que as manchetes gritem o que quiserem. A última palavra sobre a história nunca será delas.
Soli Deo Gloria.
Raniere Menezes
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