Estes são os 5 conselhos mais poderosos de Vincent Cheung para tempos de apostasia

Há um tipo de coragem teológica que o protestantismo evangélico brasileiro raramente pratica: a coragem de dizer que a maior apostasia não está lá fora, no mundo secular ou somente nos que se afastam, mas dentro das igrejas.

TEOLOGIA & CULTURA · REFLEXÃOREINO DE DEUSAPOSTASIASOBERANIA DE DEUSCESSACIONISMO

Raniere Menezes

6/10/20266 min read

Os textos de Vincent Cheung forçam o leitor a decidir algo. Você concorda, discorda, ou finge que não leu. O que não dá é ficar indiferente.

Em tempos em que o evangelicalismo vive ou no espetáculo emocional e escassez de poder real de Deus, os conselhos de Cheung para enfrentar a apostasia apontam numa direção: de volta ao poder sobrenatural de Jesus, operando agora, neste século, nesta geração. —Sem cair em fanatismos místicos nem academicismo da fé.

Aqui estão os cinco conselhos mais poderosos que emergem dos seus textos.

1. Seja um praticante da Palavra, não apenas um debatedor

O cessacionismo — a doutrina que ensina que os dons miraculosos do Espírito cessaram com a era apostólica — é a maior apostasia da história da Igreja. Não uma apostasia menor, periférica. A maior. Entender isso por si só é metade da batalha contra a apostasia.

Essa afirmação obriga a uma pergunta incômoda: se Jesus prometeu que os que creem fariam as obras que Ele fez e ainda maiores (João 14.12), o que significa uma Igreja que passa décadas sem demonstrações genuínas de milagres? Os milagres cessaram?

O conselho de Cheung não é apenas repensar a doutrina. É agir. Tornar-se um "praticante da Palavra" significa sair do debate acadêmico e entrar na arena da fé operante — curar, libertar, profetizar. Para Cheung, a verdade do Evangelho não se demonstra apenas em silogismos, mas em poder. Uma Igreja sem poder sobrenatural não é apenas teologicamente pobre: ela nega, na prática, aquilo que afirma a Bíblia.

As redes sociais estão saturadas de debatedores inúteis.

1 Coríntios 4:20: "Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder".

Vincent Cheung enfatiza que a busca pelo poder sobrenatural de Deus não é apenas um privilégio, mas um mandamento bíblico e uma necessidade urgente para que a igreja deixe de ser irrelevante.

O poder espiritual é a marca distintiva do verdadeiro cristianismo em contraste com as tradições humanas e o secularismo.

Os cristãos devem "desejar zelosamente mais poder". Esse desejo não deve ser motivado por orgulho, mas por amor e compaixão pelas pessoas que sofrem. Se os cristãos realmente amassem os enfermos, buscariam o poder necessário para curá-los em vez de oferecer apenas palavras de consolo.

Cure os enfermos. Expulse demônios. Profetize. Opere milagres. O diabo não teme figurinhas de redes sociais nem frases de Instagram.

O poder deve ser demonstrado como uma evidência do Evangelho, tornando os argumentos intelectuais secundários à realidade dos milagres.

2. Confrote e, se necessário, se separe de instituições apóstatas

Cheung não aconselha o ecumenismo da conveniência. Quando uma liderança eclesiástica ensina abertamente contra o que a Bíblia diz — sobre cura, sobre provisão, sobre a natureza de Deus —, a resposta correta não é diálogo interminável. É confronto direto e, se necessário, separação.

Ele recomenda que o cristão exija explicações dos seus líderes. Por que ensinam tradições humanas no lugar das promessas bíblicas? Por que substituem a fé por costumes religiosos que não têm fundamento nas Escrituras? E quando não há resposta satisfatória, o conselho é: saia.

Cheung chega a usar uma linguagem provocadora ao chamar igrejas "sem fé" de "riscos à saúde pública".

Não por acaso a Igreja foi considerada “não essencial” na pandemia de 2020 e obrigada a fechar.

A hipérbole é deliberada. Ele quer despertar uma consciência que o conforto institucional entorpece. Uma congregação que sistematicamente destrói a fé de seus membros ao negar o poder de Deus não é apenas uma comunidade imperfeita — é uma ameaça espiritual real em apostasia.

Isso não é separatismo por birra doutrinária. É discernimento bíblico aplicado com seriedade.

Temos sido políticos demais com a incredulidade e isso gera sofrimento e mortes. Tradição humana incrédula é lixo, pois há centenas de promessas bíblicas sobre curas, milagres, libertação e prosperidade bíblica.

Permanecer em uma igreja que nega o poder de Deus é uma forma de compromisso espiritual e "suicídio".

3. Rejeite o "senso comum" e o conselho dos ímpios

O Salmo 1 começa com uma advertência: bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios. Essa advertência inclui muito do que o mundo moderno empacota como "senso comum" e oferece ao cristão como sabedoria neutra, quando não há neutralidade.

Não existe sabedoria neutra. Todo conselho carrega uma cosmologia, uma visão de mundo, uma hierarquia de valores. Quando o cristão absorve acriticamente os padrões do mundo — nas finanças, na medicina, na política, na família — ele não está sendo pragmático; está sendo formado por outros mestres.

O antídoto, segundo Cheung, é o alinhamento incessante com as Escrituras. Não como exercício devocional decorativo, mas como disciplina intelectual e espiritual total. A Bíblia deve ser o conselheiro primário — o filtro pelo qual todo conselho humano é avaliado, e não o contrário.

Isso exige a capacidade de perguntar, diante de qualquer ideia ou sugestão: isso promove ou contraria os preceitos de Deus?

Cessacionismo é conselho de ímpio. Seguir o "conselho dos ímpios" é o primeiro passo para a apostasia.

O cristão deve curar os enfermos, expulsar demônios e profetizar, se isso lhe causa estranheza reveja seu cristianismo.

4. Ancore sua fé em Jesus, não em líderes

A história recente do evangelicalismo está marcada por escândalos de liderança. Pastores que caíram moralmente, teólogos que abandonaram a fé, líderes que se revelaram manipuladores ou predadores. O resultado previsível é uma onda de decepção que arrasta muita gente para fora da Igreja — e às vezes para fora da fé.

Se o pecado de um líder humano é suficiente para destruir a fé de alguém, o diagnóstico é claro: essa pessoa nunca teve fé em Jesus. Tinha fé no homem. Na comunidade. Na instituição. No carisma pessoal do pregador.

O conselho é verificar as doutrinas antes de seguir qualquer pessoa. Se um líder nega o que a Bíblia ensina sobre a natureza de Deus, sobre a expiação, sobre a ressurreição — ele não é um cristão confuso. Ele é um falso mestre, independentemente do cargo que ocupa ou do tamanho da sua audiência.

A fé bíblica tem um único objeto que não falha: Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Cheung defende que não deve haver polidez com críticos da cura bíblica. Os cristãos devem ser "ferozes e implacáveis" contra a incredulidade e estabelecer uma política de zero tolerância para figuras e cultos que negam o poder de Deus.

5. Estabeleça uma reputação de poder espiritual

Durante a pandemia de Covid-19, igrejas foram fechadas por decreto governamental em vários países, incluindo o Brasil. A resposta predominante do evangelicalismo foi protestar por direitos civis e religiosos — o que é legítimo, mas revelou uma fragilidade maior: a Igreja não tinha uma reputação de poder que a tornasse indispensável aos olhos do mundo.

Se os cristãos tivessem um histórico público de cura onde a medicina falha, os governos teriam muito mais dificuldade em classificá-los como "não essenciais". A ausência desse poder não é apenas uma perda espiritual. É uma perda de relevância social e de plataforma missionária.

O conselho final — e talvez o mais desafiador — é parar de reclamar e demonstrar. Não disputar espaço político como um grupo de interesse entre outros, mas manifestar o poder de Deus de maneira que até os incrédulos não possam negar. Como os apóstolos no livro de Atos, cuja presença não podia ser ignorada porque os sinais eram reais, visíveis e verificáveis.

Essa é a proposta de Cheung para tempos de apostasia: não recuar para a defensiva cultural, mas avançar com o poder que Cristo prometeu.

Dependa unicamente da fé na palavra de Deus.

Como um pregador ao mesmo tempo diz que não há nada impossível para Deus e não cura uma dor de cabeça. Como se a Soberania de Deus servisse mais para não curar.

Jesus prometeu poder do alto.

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Os conselhos de Vincent Cheung são incômodos porque não deixam saída confortável. Eles exigem posicionamento. Ou a Igreja acredita que Jesus é o mesmo que curou leprosos e ressuscitou mortos — e age de acordo —, ou ela confessa, na prática, que acredita em algo diferente.

Essa é uma pergunta que não pode ser adiada indefinidamente.

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Referência bibliográfica:

1. CHEUNG, Vincent. A Matter of Public Health..

2. CHEUNG, Vincent. Cessationism: A Systematic Apostasy..

3. CHEUNG, Vincent. Cessationism: The Great Apostasy..

4. CHEUNG, Vincent. Ungodly Counsel..

5. CHEUNG, Vincent. When a Leader Falls..

Essas obras compõem a base para as discussões sobre o cessacionismo como apostasia, a importância da cura bíblica e o discernimento contra conselhos ímpios.

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