O Verdadeiro Valor das Nossas Obras Diante de Deus
Como o Senhor pesa o nosso serviço no Reino?
REINO DE DEUS
Raniere Menezes
1/18/20263 min read


Muitas vezes, na caminhada cristã, somos tentados a medir o nosso valor espiritual pela "produtividade". Olhamos para os grandes pregadores, para os ministérios volumosos ou para aqueles que parecem incansáveis na obra, e nos sentimos pequenos. Perguntamo-nos: "Será que estou fazendo o suficiente?"
Pare com isso! Você não é John Piper nem John Piper é Charles Spuegeon!
A teologia bíblica nos ensina que a matemática do céu é muito diferente da matemática da terra. Para formarmos uma estimativa justa das obras realizadas pelos homens — e de como Deus as vê — precisamos compreender três elementos essenciais que definem o mérito de uma ação: a Quantidade, a Habilidade e o Motivo.
Vamos examinar como esses três pilares interagem para definir o verdadeiro valor do nosso serviço a Deus.
1. A Equação da Fidelidade: Quantidade vs. Habilidade
O mundo julga pelo resultado final: números, volume e impacto visível. Mas, no tribunal de Deus (o qual todos nós prestaremos contas), a justiça é medida pela proporção.
Imagine dois servos. Um tem uma capacidade (habilidade) imensa, dada por Deus, e realiza muito. O outro tem uma capacidade limitada e realiza pouco. Quem tem mais mérito?
De acordo com uma perspectiva justa e bíblica:
· Quando a habilidade é igual: A quantidade de trabalho determina o mérito.
· Quando a capacidade varia: O valor não é medido pelo montante absoluto, mas pela relação entre o que foi feito e o que era possível fazer.
Isso é um consolo profundo para a alma. O Senhor não exige de você o que Ele não lhe deu capacidade para realizar. O mérito está na fidelidade proporcional à sua capacidade. A oferta da viúva pobre (Marcos 12:41-44) foi, em quantidade, irrelevante para o tesouro do templo, mas em "mérito de fidelidade", foi superior a todas as grandes somas dos ricos, pois ela deu tudo o que sua capacidade permitia.
Você não é um Ronaldo Lidório e Ronaldo Lidório não é William Carey.
2. A Supremacia do Motivo
Aqui entramos no "Santo dos Santos" da ação humana. Embora o mundo possa aplaudir grandes feitos independentemente das intenções, aos olhos de Deus, a quantidade nada significa se não houver o motivo correto.
O motivo é a fonte que qualifica o fluxo da ação. Ele determina a qualidade moral da obra. Você pode pregar o sermão mais eloquente, doar a maior quantia ou gastar horas em serviço voluntário; se o motivo não for a glória de Deus e o amor ao próximo, a obra é espiritualmente vazia.
"O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração." (1 Samuel 16:7)
3. O Perigo da Intenção Egoísta
Há um alerta solene que precisamos ouvir com temor e tremor: Um motivo base ou egoísta vicia e invalida todo o esforço.
O termo "viciar", aqui, significa corromper, tornar nulo. Não importa quão volumoso ou zeloso o trabalho pareça externamente; se a raiz for o orgulho, a busca por aplausos ou a autojustificação, a obra perde seu valor no Reino. Como disse o apóstolo Paulo, sem amor (o motivo correto), "nada serei" (1 Coríntios 13).
Uma obra grandiosa feita para a auto glória é, diante de Deus, madeira, feno e palha. Já uma obra pequena feita para a glória de Cristo é ouro, prata e pedra preciosa.
Um Sistema de Recompensa Justo
Amados, o sistema de recompensa no Reino não é determinado por capricho, nem por favoritismo. Ele é regido por uma lei perfeita que prioriza a integridade do espírito e a fidelidade à capacidade individual, em vez do simples volume de serviço prestado.
Portanto, ao servir na sua igreja, na sua família ou no seu trabalho:
1. Não se compare com quem tem capacidades diferentes das suas.
2. Sonde o seu coração: "Por que estou fazendo isso?".
3. Descanse na certeza de que Deus vê o seu esforço, conhece a sua estrutura e recompensa a fidelidade do coração.
Que o Senhor nos ajude a servi-Lo não apenas com nossas mãos, mas com nossas intenções.
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