Pregadores Mirins e Velhos Canalhas - Sinais de Juízo na Igreja
Sim, existe um padrão bíblico revelado sobre corrupção, apostasia e liderança corrupta. O afastamento da verdade e da simplicidade do evangelho é juízo de Deus sobre a igreja de hoje. A igreja reflete a corrupção da nação. Da política ao púlpito, a liderança está corrompida.
APOSTASIA
Raniere Menezes
2/5/20263 min read


A igreja apoia sua própria corrupção num ciclo contínuo de juízo. A apostasia não precisa ser dramática como as pragas do Egito — ela é sutil, progressiva e muitas vezes imperceptível. Isaías 3 é a radiografia da apostasia. A corrupção na liderança da igreja é manifestação do juízo divino.
¹² Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres dominam sobre ele; ah, povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho das tuas veredas. ¹³ O Senhor se levanta para pleitear e põe-se de pé para julgar os povos. Isaías 3:12-13
Uma das manifestações bíblicas da apostasia é a ascensão de líderes fracos e corruptos ao poder — seja político numa nação, seja eclesiástico. A radiografia está em Isaías.
Quando o povo de Deus se desviava, um dos juízos divinos era permitir que fosse liderado por jovens inexperientes ou velhos corrompidos. Tanto a imaturidade do jovem quanto a corrupção endurecida dos velhos tornavam-se instrumentos de julgamento.
Acaz, em Isaías, é o modelo dessa incapacidade. Jovem dominado pela mãe e anestesiado pelos prazeres do harém, ele era covarde (Isaías 7:2) e se deleitava em cultos estrangeiros (2 Reis 16:10). Um rei fraco no trono de Judá. O mal se espalhava de cima para baixo, a partir do trono. Aqueles que deveriam dar exemplo desviavam o povo. Príncipes, sacerdotes e juízes — todos corrompidos.
O retrato é de incapacidade, fraqueza moral, opressão e exploração. Poder nas mãos de pessoas que visam apenas o próprio interesse, exigindo tributos do povo empobrecido.
Considerando esse princípio de Isaías 3 sobre juízo, apostasia e corrupção, a igreja em grande parte tem sido apenas reflexo de uma corrupção que permeia a liderança interna e externa governamental. Multiplicam-se exponencialmente líderes políticos e religiosos fracos e corruptos. Um exemplo contemporâneo é o modismo dos "pregadores crianças" — crianças autoproclamadas profetas, treinadas pelos pais para manipular emoções. Igrejas secas, sem a simplicidade da pregação do evangelho.
O simples fato de a igreja apoiar isso já é manifestação de juízo sobre ela. Não se trata de apostasia escandalosa, mas do afastamento da verdade e do culto à própria vaidade, criatividade, idolatria e orgulho.
Nos primeiros capítulos de Isaías, o profeta também denuncia os líderes e juízes do povo — opressores que estabelecem leis injustas e aceitam subornos. Ao profetizar isso, Isaías advertia que a sociedade como um todo seria dizimada.
Apesar da severidade, os juízos em Isaías tinham propósito duplo: Purificação: O fogo do juízo visava queimar as impurezas e a idolatria, preservando um remanescente fiel. Exaltação do Senhor: O objetivo final era humilhar a soberba humana para que somente o Senhor fosse exaltado.
Deus é zeloso por seu povo e pela honra ao Seu nome.
O que acontece na igreja reflete a corrupção que desce de cima para baixo numa nação. Que ninguém se engane: o problema não está apenas em fazer da igreja espetáculo e escândalo — líderes velhos de barba branca estão igualmente corrompidos. Os canalhas envelhecem. A corrupção de líderes jovens ou idosos é parte do juízo de Deus.
Muitos líderes seniores de igrejas podem cair no erro de Salomão, Samuel e Eli:
Salomão: Apesar de ser o mais sábio, na velhice permitiu que suas muitas esposas estrangeiras desviassem seu coração para a idolatria. Como resultado, Deus anunciou que tiraria o reino de seus descendentes.
Filhos de Samuel (Joel e Abias): Quando o profeta envelheceu, nomeou seus filhos como juízes, mas estes se tornaram gananciosos, aceitaram subornos e perverteram a justiça.
Eli (sacerdote idoso): Seus filhos agiam perversamente, roubando ofertas e cometendo imoralidades. Eli, mesmo velho, falhou em controlá-los de forma efetiva, resultando em julgamento sobre sua casa.
Descrição dos corruptos: A Bíblia os chama de rebeldes, amigos de ladrões, amantes de subornos e negligentes com a justiça. Este tipo de corrupção acontece no meio do povo de Deus, não apenas entre governantes políticos ou magistrados.
Abominação a Deus: A corrupção é considerada uma abominação e perversão do propósito da liderança, que deveria ser estabelecida na justiça.
Metáforas de crueldade: Um mau governante sobre um povo pobre é comparado a "um leão que ruge ou um urso com fome" (Provérbios 28:15).
O Julgamento e o Fim
Justiça divina: A Bíblia garante que, embora os corruptos tenham poder temporário, Deus os julgará (Salmo 82:1-4).
Destruição: Profetas como Isaías e Jeremias anunciaram "ai" — dor e julgamento — sobre os corruptos.
O Senhor se levanta para pleitear.
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